segunda-feira, 21 de abril de 2014

SOBRE BORBOLETAS - texto inédito de Jan (frase final de Mário Quintana).

Um casal de adolescentes era, oficialmente, um casal de namorados.
Eles costumavam caçar borboletas, levá-las consigo e espetá-las com alfinetes pela cabeça.
Catalogavam-nas em pedaços de papel que se transformavam em quadros emoldurados, com os quais enfeitariam a casa em que morariam quando se casassem.
Numa manhã, estavam absortos em sua "tarefa", quando foram interpelados por uma borboleta luminosa. É importante enfatizar que ela não pediu clemência e não demonstrou fragilidade...ao contrário, com a vivacidade, beleza, firmeza e autoridade de quem já passou por uma metamorfose e desapegou-se da proteção do próprio casulo, disse:



"- Parem com isto!"
O casal de namorados parou e olhou, ambos assustados diante da "ousadia" daquela aparentemente frágil e especialmente bela criatura que voava diante deles.
"-Sugiro que não comecem uma vida a dois destruindo pequenas criaturas... embora sejamos lindas (e voava exibindo as belas asas...) não poderemos enfeitar suas vidas se estivermos mortas. Encham seu lar com amor... persigam o verdadeiro amor e procurem mantê-lo vivo."

A borboleta já ia saindo e voltou para dar um último conselho:
- Ahhh! nunca esqueçam:

"O segredo é não correr atrás das borboletas... 
É cuidar do jardim para que elas venham até você." (Mário Quintana)


2 comentários:

  1. Que texto excelente Jan!
    A frase final de Quintana ficou espetacular. Eu, se fosse o casal, começaria imediatamente a plantar flores num jardim!
    Beijo.

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  2. LINDA!!!ADOREI,Jan!!! beijos,tudo de bom,chica

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