quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A SAGA DO SAPO JANJÃO- texto de Jan - inédito


Janjão morava num terreno muito úmido e gostava do lugar.
Um dia vieram alguns homens e começaram a urbanizar a área... asfaltaram o chão... fizeram muros... e Janjão foi vendo seu brejo secar.
-  “QUE DUREZA! ”.
Mas, foi se ajeitando entre um susto  e outro.
- “AI DE MIM! TEREI QUE VIVER À MERCÊ DOS HUMANOS!”.
Para a felicidade de Janjão, ficara ocioso o último terreno do condomínio residencial no qual se transformara seu brejo, ora drenado.
Janjão se ajeitou ali e ficou por algum tempo, satisfazendo-se em molhar-se com a chuva, lavar o pé nas poças d’água que se formavam e cochilando entre o capim, mas:
-“QUE SAUDADE DO BREJÃO QUE ERA ISTO AQUI!”.
Eis que um dia, veio uma escavadeira e, lá se foi a última morada e o pouco sossego do solitário Janjão.
O pobre sapo passou a ser morador de rua, sendo expulso de cada quintal onde entrava para comer os insetos que buscavam a luz. Esperando a morte, que logo chegaria naturalmente ou, quem sabe, trazida pelas rodas de algum carro.
-“UAIIIII!”!

Ploffff...

2 comentários:

  1. A realidade do Janjão, contada de maneira tão envolvente mostra a tristeza que acontece com tanto desmatamento, com tanta urbanização.

    Respondi a tua pergunta lá no blog para ver se aparece alguma ajuda, porque eu realmente não sei a origem, se tem alguém que organiza este projeto. Vamos ver se alguém sabe!
    Beijo!

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  2. Acho lindo. é o meu preferido. Lembra algo medieval. Quem sabe um castelo ou uma moradia comum. Não sei. só sei que acho lindo.
    Beijos!!!!

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